Dois homens que mataram depois de se envolverem em brigas de bar foram julgados pelo Tribunal do Júri de Criciúma. Ambos os julgamentos teve a frente o promotor de justiça Marco Aurélio Morosini. Nos dois casos, os réus foram condenados pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Edmilson Mariano, mais conhecido como “Sarrafo”, foi condenado a 14 anos de reclusão, em regime inicial fechado. O réu poderá recorrer em liberdade. Já Francie Rufino Pedroso foi sentenciado a 16 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, e não poderá contestar em liberdade. Atualmente ele vive em Goiás e teve um mandado de prisão imediata após ser julgado e condenado.
“O que chama a atenção em ambos os casos é que desentendimentos banais levaram a resultados extremos a partir de condutas praticadas no calor do momento. Além disso, os dois crimes foram marcados pela surpresa, de modo que as vítimas não puderam reagir adequadamente aos disparos de arma de fogo. Nesse sentido, o acolhimento pelos jurados dos pedidos de condenação formulados pelo Ministério Público, com todas as suas qualificadoras, mostra a reprovação da sociedade de Criciúma a delitos praticados nesse contexto, mesmo em se tratando de fatos ocorridos há cerca de uma década”, pontua o promotor de justiça.
O primeiro crime julgado ocorreu no dia 15 de outubro de 2011. Após uma discussão com Ezequiel Carvalho no Bar do Shaim, localizado no Centro de Criciúma, o réu Edmilson Mariano atirou uma garrafa de vidro na cabeça da vítima e tentou, em seguida, feri-lo com o gargalo. Clientes do bar o seguraram, a briga acabou e Ezequiel receber atendimento médico, com alguns pontos na área atingida. No mesmo dia, Edmilson foi até outro estabelecimento, o Bar do Zé, no bairro Santa Bárbara, à procura de Ezequiel. De acordo com a ação penal, movido por motivo frívolo e mesquinho, Edmilson sacou um revólver e efetuou vários disparos contra Ezequiel. Sem possibilidade de defesa, a vítima morreu no local após ser atingida por três projéteis no tórax. Depois de cometer o crime, Edmilson fugiu.
O segundo caso julgado foi de um assassinato ocorrido no dia 7 de outubro de 2012, por volta de uma hora da madrugada, em um bar no bairro Ana Maria, também em Criciúma. Houve uma pequena discussão entre Marcelo Policarpo de Souza, Francie Rufino Pedroso, Julio David Ribeiro e seu filho adolescente. Para evitar conflitos, Marcelo saiu do estabelecimento e foi embora pilotando sua moto. Conforme a denúncia do MPSC, Francie aproveitou a situação em que Marcelo se encontrava, de costas, e disparou diversas vezes contra ele. Marcelo conseguiu ainda percorrer aproximadamente um quilômetro, mas morreu em decorrência dos ferimentos sofridos.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina
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